10 Novembro, 2009...6:12 pm

Onde se informar, manifestar e fazer ativismo sobre o caso de Geisy Arruda na Uniban

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Estão rolando várias ações sobre o caso de Geisy Arruda incorporando a internet de alguma forma. Resolvemos coletar e linkar aqui os principais sites pois este assunto tem muito a ver com os temas da campanha Retome a tecnologia. Informe-se, manifeste-se, faça seu ativismo! Retome a tecnologia para protestar contra a violência contra as mulheres!

Manifesto em defesa da liberdade e da autonomia das mulheres, da Frente Regional de Combate à Violência do Grande ABC Paulista e Região

Nota de repúdio à Uniban (petição online)

Campanha Saia de saia! (ação prevista para 13 de novembro)

Uma boa fonte de informações é esta página no site do Sexuality Policy Watch, onde estão coletando artigos de opinião, manifestos e petições, e notícias sobre o caso.

Tem também um texto no site do Observatório da Imprensa sobre o papel da mídia, intitulada A culpada é a vitima.

No blog do Coletivo Feminista da Unicamp, veja o texto “Joga pedra na Geni, Ela é feita pra apanhar, ela é boa de cuspir“.


4 Comentários

  • bahh!daqui a pouco todas as meninas,mulheres,sei la o que ela é,vao começar a usar vestidinhosigual ela,e tbm vao dizer que elas podem usar as roupas que elas querem,que é isso gentee?a facul e um lugar de respeito…
    ai as meninas vao fazer isso e achar que vao fik famosa,igual ela,ninguem merece.essa geisy e mto falsa??!!!!!

  • Olá Fernanda,

    O foco de nosso debate não é a Geisy, mas sim a violência que foi cometida contra ela. Se ela errou ou não ao ir com determinada vestimenta a uma faculdade, isso é secundário. O modo como as pessoas reagiram a isso é que é o mais preocupante no momento. Reagir de maneira primitiva ante a visão de algo que não se gosta demonstra retrocesso e intolerância.

    Nada justifica a violência que ocorreu contra esta garota. Nada.

  • Oi Fernanda!
    Eu concordo sim que nós podemos e devemos vestir o que queiramos, a liberdade do vestir faz parte das liberdades individuais, lembre-se que na França há não muito tempo atrás houve uma grande discussão sobre permitir ou proibir o uso do lenço por estudantes mulsumanas nas escolas públicas francesas. Eu sou a favor que elas usem o que elas desejarem e o que lhes seja mais conveniente. No entanto, as leis francesas proibem símbolos religiosos nas escolas públicas, mas protegem integralmente a liberdade religiosa.

    A questão da Geyse é que ela não estava vestindo algo inadequado para uma universidade, convenhamos a mini-saia está na moda desde os anos 1960!

    Segundo o que é exatamente respeitar a universidade? Não teríamos que antes aprender a respeitar uns aos outros e a liberdade de cada um.

    A questão, de fato, não são os mini-vestidos, mini-saias etc. a questão é porquê o mini-vestido de Geyse causou tanto reboliço? O que ocorreu ali que tornou Geyse a bola da vez?

    Também há não muito tempo atrás, aqui no Rio de Janeiro, um mulher negra, empregada doméstica foi espancada por 3 ou 4 rapazes de classe média alta pelo simples fato dela estar num ponto de ônibus esperando seu transporte. Estes rapazes, por crerem que ela era uma prostituta, acharam por bem dar-lhe um corretivo. O que é que permite, ainda hoje, que homens jovens e nem tão jovens assim se sintam na capacidade e com autoridade de aplicar corretivos a mulheres escolhidas aleatoriamente em espaços públicos simplesmente porque a eles lhes parece que tais mulheres estão em posição de prostitutas. E porque tanta raiva contra as prostitutas? Tanta raiva contra as mulheres!

    Estamos num momento muito delicado entre diversos tipos de pensamento e é nessa hora que emergem com toda força ideologias autoritárias que entregam a solução dos conflitos via violência. Pense nisso.

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