1/12 - Dia mundial de luta contra a AIDS - Vamos falar sobre sexo
O HIV/AIDS é rodeado de preconceito e falta de entendimento. Quando o HIV/AIDs começou a atrair a atenção pública nos anos 80, as pessoas achavam que era uma doença que somente afetava os homens homosexuais. Nas décadas seguintes, se investiu muito esforço para conscientizar sobre a realidade complexa do HIV/AIDS, exatamente porque é o estigma que resulta em uma vulnerabilidade maior e a expansão dessa pandemia global.
Foi só recentemente que se destacou a especifidade das mulheres e das meninas nas políticas, nas pesquisas, nos programas e na distribuição de verbas para o HIV/AIDS. As mulheres representam quase metade das 40 milhões de pessoas que vivem com HIV no mundo, e a taxa de infecção entre as mulheres está aumentando. Elas (especialmente as mulheres jovens e as meninas) estão vulneráveis por causa da desigualdade de gênero, as normas sociais e culturais, a pobreza, a biologia, e particularmente, a violência contra as mulheres.
As mulheres que vivem em situações de violência doméstica tem uma chance muito maior de serem infectadas por HIV que as mulheres que vivem em lares onde não há violência. Também é dificil para as mulheres e as meninas negociarem o uso de camisinhas e a prática de sexo mais seguro com seus parceiros, um método que é reconhecido como eficaz na redução da chance de infecção pelo HIV.
Muitas vezes a sexualidade feminina é construída como passiva e faltando. Em comparação, existe a idéia que os homens e os meninos possuem uma agência sexual ativa, e se espera deles tomar o primeiro passo na interação sexual. Como tanto, as mulheres que tomam o controle da sua sexualidade se posicionam fora do que é considerado “normal” e são facilmente vistas como “empolgadas demais” ou “sem vergonhas”.
A maioria do conteúdo sexualmente explícito na internet confirma esta construção da sexualidade masculina e feminina. Ao mesmo tempo, a internet virou um espaço crítico para a expressão dos desejos e dos direitos sexuais das mulheres, especialmente das mulheres com sexualidades diversas. Preciamos poder controlar nossos próprios corpos, e articular os nossos próprios desejos e direitos sexuais, nos nossos próprios termos. Isso não somente é crucial para combater as taxas de infecção de HIV entre as mulheres e as meninas, como faz parte de nossos direitos humanos fundamentais.
Retomemos nossos corpos. Vamos falar sobre sexo!
- Como você negocia sua sexualidade na sua relação com o seu/a sua parceiro/a sexual, com os seus pares, com a sua família, com a sociedade?
- Que tipo de desafios você enfrenta, e como você lida com eles?
- Compartilhe uma história sobre como você negociou sexo mais seguro com o seu/a sua parceiro/a e acabe com a vergonha.
- Faça um comentário, e articule seus direitos sexuais.
- Ou, se você está blogando para a campanha, escreva um texto (mas não se esqueça de tageá-lo como takebackthetech).
Aumente o volume e ajude a prevenir a expansão do HIV/AIDS.
[Tradução para o português da chamada da campanha internacional - veja http://www.takebackthetech.net/actions para mais informações]
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