este é um texto coletivo e colaborativo das pessoas que participaram da campanha em 2008

o que rolou no retome em 2008
o nosso blog ficou lindo!
as nossas imagens foram tocantes!
as nossas conversas, enriquecedoras!
* trabalhamos no blog www.retomeatecnologia.info, deixamos ele de cara nova, e acrescentamos textos básicos sobre a campanha e como participar, e um belo e ambicioso calendário das atividades retome no brasil.
* para economizar tempo e esforços optamos por produzir somente um resuminho da ação de cada dia do take back the tech em português, o que deixou mais factível o trabalho de tradução e divulgação diário
* a participação na campanha retome cresceu e se fortaleceu. isto se fez nítido na presença no canal retome, nas novas inscrições na lista retome (agora somos 11 pessoas), nos textos e fotos publicados no blog (com cobertura especial de eventos em pernambuco)
* nasceram diferentes “tentáculos” da campanha em diferentes cantos da internet e do país, conectados por links para criar uma rede retome.
* esse ano a nossa campanha teve 21 dias, 5 além dos tradicionais 16. o primeiro dia foi o dia da consciência negra, 20 de novembro, por ser uma data importante na luta das mulheres negras e de todas as pessoas que lutam por um mundo, enfim, sem racismo. rolou uma vontade de mostrar (ainda que timidamente) que para nós, brasileñas-retomantes, é importante não deixar o dia da consciência negra passar em branco, porque da mesma forma que percebemos uma assimetria de gênero no acesso às tics, percebemos também uma assimetria étnica (indígena, negra).
* usamos o wordle (www.wordle.net) para gerar imagens de nuvens de “tags”, representações visuais de textos ou sites relacionados com a violência contra as mulheres, a apropriação de tecnologias pelas mulheres. foi uma atividade rápida que produziu imagens impactantes para publicar online e compartilhar.





* tivemos extensas discussões sobre políticas de privacidade em serviços de “micro-blogging”. abrimos uma conta no identi.ca (http://identi.ca/retomeatecnologia).
* a oficina “niñas malas e niñas buenas” no IRC foi deliciosa. a oficina foi inspirada pelo artigo, “niñas buenas, niñas malas: ¿qué pasa con la moral?” (de margarita pisano), que conta de uma oficina que é uma dinâmica seguida de discussão. a gente tentou adaptar a oficina pra fazer no irc, que é uma forma de documentação coletiva e uma gambiarra para ficarmos juntas, mesmo em cidades diferentes. a própria construção da página-relato da oficina (http://manda.guardachuva.org/~tai/ninas/) também foi um retome, porque nós usamos o igal, que ficamos sabendo através dos relatos da “oficina de montagem e publicação na web de galeria de fotos” que rolou no /etc ssa (em 2007). o registro em forma de galeria, com o log da oficina em baixo ficou super completo, e meio com cara de irc. foi como tirar uma fotografia da oficina, ainda que ela tenha acontecido num espaço virtual.

enquanto isso em salvador…
* pelo segundo ano, rolaram mil atividades presenciais… (desta vez com wiki próprio): oficinas de inkscape, gimp, colagem, arte, um brechó e vários rangos maravilhosos (dizem que a moqueca de cajú foi delicia demais da conta!)

- corte, conte, re-conte
* rolou uma linda apresentação das sisters de som, após o lançamento do livro apropriações tecnológicas: emergência de textos, idéias e imagens do submidialogia #3


- retomando as noites!
sentimentos
* “o melhor da campanha foi a atitude. os desajustes, sonoros inclusive, fazem parte da experimentação. da ousadia de ir lá e fazer. acho fundamental a construção destes espaços, e temo que se tornem herméticos, ou restritos. acho importante a participação dos meninos, sobe consciência do gênero do encontro e sua peculariedade.”
* “tentei me cadastrar na lista, mas me atrapalho também na net, é difícil retomar uma coisa quando ela me parece imposta. ainda bem que temos parceiras toletantes mesmo, é uma boa composiçao, as atrapalhadas e as pacientes.”
* “a campanha me trouxe experiências fortes, intensas, e diria também que excessivas, me colocaram de frente à toda moral que questionamos, arraigada; aos sentimentos muitas vezes renegados, mas eu insisto; à (in)sustentabilidade de um romantismo e uma liberdade quase sempre incompatíveis…”
* “acho que uma das melhores coisas da campanha é que inspira cada uma a fazer o que pode, o que quer, quando pode, sendo algo mais pessoal e invisível, ou uma atividade em grupo mais visível.”
* “nos fortificamos mais por aqui e isso pra mim foi o mais importante, aprender que podemos nos solidarizar entre-redes em momentos importantes”
* “essa foi a primeira vez que participei e quero participar sempre! é uma atitude! é movimento, é criação, interação, é vida!”
* “estamos construindo a frente pela legalização do aborto e contra a criminalização das mulheres em pernambuco. gente, é emocionante ver a mulherada trocando informações, pensando estratégias, se fortalecendo ao longo desses dois últimos meses.”
o que faltou
* finalização das oficinas…
* não produzimos algo como um documento que fique para além da campanha sobre tema tão importante como segurança nas comunidades online
* não rolou a oficina de vídeo e nao trabalhamos muito o tema áudio
* faltou mais união, diálogo, faltaram mais pessoas…
* documentação, trocas, apresentações e relatos na lista etc para saber e compartilhar o que estava sendo feito e pensado, por quem.
* tempo! enfrentamos o mesmo desafio de sempre, que a campanha chega em um momento de muitas correrias de fim de ano, que são 16 (21) dias muito intensos, que chegam muitas sugestões e idéias diferentes de coisas para fazer.
* interação com a campanha take back the tech e as outras campanhas nacionais e locais (que se multiplicaram)
para frente…
* será que a campanha tem potencial para virar uma atividade durante o ano todo, intensificado durante o periodo dos 16 ou 21 dias de ativismo em novembro/dezembro? poderiamos organizar oficinas tech, ter discussões no canal etc.
* outras tarefas que podemos pensar em dar continuidade: desenvolver um logotipo, uma imagem para representar a campanha retome no brasil, desenvolver um texto contando sobre a leitura conjunta de políticas de privacidade, contribuir algo para o videozinho que vai abrir a campanha no ano que vem…