7 Junho, 2009

Lançamento da Campanha Democracia no Mundo e em Nossas Vidas – pelo fim da violência contra as mulheres – Recife/PE

O SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia – lança no próximo dia 12 (sexta-feira) a Campanha “Democracia no Mundo e em Nossas Vidas – pelo fim da violência contra as mulheres”.

O ato de lançamento será na Praça do Diário, dia 12 de junho, às 16h. O Grupo de Teatro Loucas de Pedra Lilás e a Escola Pernambucana de Circo apoiam a iniciativa com encenações e perfomances.

Lançamento

O ato que marca o lançamento oficial da campanha será na Praça do Diário, às 16h da próxima sexta-feira dia 12 de junho. Além do envolvimento da equipe do SOS CORPO na distribuição do material, participam do ato o Grupo de Teatro Loucas de Pedra Lilás e a Escola Pernambucana de Circo, que irão contribuir na sensibilização das pessoas para a gravidade do assunto.

Foram convidadas autoridades públicas e também autoridades dos movimentos sociais, na perspectiva de somarmos esforços na luta pelo fim da violência contra as mulheres em Pernambuco e em todo lugar.

Foco

A campanha Democracia no Mundo e em Nossas Vidas tem como foco as diversas formas de violência contra a mulher, desde as questões mais sutis, das violências que são naturalizadas, como a humilhação e os maus-tratos, até a violência física e sexual, às quais as mulheres estão sujeitas desde a infância, em Pernambuco.

É também objetivo da campanha cobrar maior envolvimento e responsabilidade do Estado com a prevenção e o combate à violência e suas causas. A ação do Estado, por meio de políticas públicas que garantam assistência e segurança às mulheres em situação de violência, é imprescindível. É necessário implementar políticas que promovam o fim da impunidade e criem condições para uma vida autônoma para as mulheres, viabilizando renda, moradia, saúde e proteção social.

O SOS CORPO também considera a importância do papel da imprensa na denúncia de todas as formas de violência contra as mulheres.

Apoios

Para realização da Campanha, o SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia contou com o apoio da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do Governo Federal, da Anistia Internacional, do EED e da Oxfam – Novib.

Material

A Campanha será divulgada por diversas peças de comunicação. O projeto conta com folderes explicativos, camisetas, adesivos, banneres digitais, vinhetas que serão veiculadas em televisões/telões que se encontram em diferentes espaços públicos (casas lotéricas e edifícios empresariais, por exemplo), outdoor, spots de rádios e cartazes informativos.

Em breve, disponibilizaremos o material para divulgação da campanha neste site, de forma que possa ser acessado por qualquer pessoa ou entidade que deseja contribuir com a ação feminista pelo fim da violência contra as mulheres. Pode-se também solicitar pelo endereço eletrônico: sos@soscorpo.org.br.

Coletiva de imprensa

Para melhor esclarecer os veículos de comunicação, que são parceiros imprescindíveis na divulgação dessa causa, o SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia vai organizar na sua sede, às 9h da sexta-feira, dia 12, uma coletiva de imprensa.

Na ocasião, além da Campanha, serão apresentados dados sobre a violência contra a mulher e também sobre a carência de equipamentos sociais de apoio às vítimas. A coordenação e a assessoria da campanha estarão presentes para entrevistas e maiores esclarecimentos.

Serviços

Lançamento da Campanha Democracia no Mundo e em Nossas Vidas – pelo fim da violência contra as mulheres

Dia: 12 de junho de 2009
Horário: 16h
Local: Praça do Diário
Participação: Loucas de Pedra Lilás e Escola Pernambucana de Circo

Assessoria de Comunicação – Mariana Martins – Contatos: 81 99133293 marimartins.pe@uol.com.br

Mais informações: SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia – Rua Real da Torra, 593 Madalena

Fone: 3087 2086

Site: http://www.soscorpo.org.br/

18 Março, 2009

blogagem coletiva sobre ada lovelace, dia 24 de março 2009

crosspost atenção para uma chamada publicada no blog do g2g, que lembra uma ação do take back the tech em 2006, sobre heroínas e pioneiras.

O Dia de Ada Lovelace é um dia internacional de blogagem coletiva, para chamar atenção as mulheres que se destacaram na tecnologia.

A maior parte da contribuição feminina passa constantemente desapercebida, suas inovações raramente mencionadas. Nós queremos que você conte ao mundo sobre essas heroínas sem canções dedicadas. Inovadoras, empresárias, administradoras de sistemas, designers, desenvolvedoras de jogos, especialistas em hardware, jornalistas tech, consultantes tech. A lista de carreiras não acaba.

Para participar, tudo que você precisa fazer é prometer http://www.pledgebank.com/AdaLovelaceDay (vale a pena ver as promessas brasileiras do sistema!), escolher sua heroína e publicar um post a qualquer hora do dia 24 de março de 2009, terça-feira. Não importa se o seu blog é novo ou antigo, ou sua língua, ou sobre o que você escreve – tod@s estão convidados.

http://findingada.com/

13 Março, 2009

reflexões retomáticas 2008

este é um texto coletivo e colaborativo das pessoas que participaram da campanha em 2008

retalhos

o que rolou no retome em 2008

o nosso blog ficou lindo!
as nossas imagens foram tocantes!
as nossas conversas, enriquecedoras!

* trabalhamos no blog www.retomeatecnologia.info, deixamos ele de cara nova, e acrescentamos textos básicos sobre a campanha e como participar, e um belo e ambicioso calendário das atividades retome no brasil.

* para economizar tempo e esforços optamos por produzir somente um resuminho da ação de cada dia do take back the tech em português, o que deixou mais factível o trabalho de tradução e divulgação diário

* a participação na campanha retome cresceu e se fortaleceu. isto se fez nítido na presença no canal retome, nas novas inscrições na lista retome (agora somos 11 pessoas), nos textos e fotos publicados no blog (com cobertura especial de eventos em pernambuco)

* nasceram diferentes “tentáculos” da campanha em diferentes cantos da internet e do país, conectados por links para criar uma rede retome.

* esse ano a nossa campanha teve 21 dias, 5 além dos tradicionais 16. o primeiro dia foi o dia da consciência negra, 20 de novembro, por ser uma data importante na luta das mulheres negras e de todas as pessoas que lutam por um mundo, enfim, sem racismo. rolou uma vontade de mostrar (ainda que timidamente) que para nós, brasileñas-retomantes, é importante não deixar o dia da consciência negra passar em branco, porque da mesma forma que percebemos uma assimetria de gênero no acesso às tics, percebemos também uma assimetria étnica (indígena, negra).

* usamos o wordle (www.wordle.net) para gerar imagens de nuvens de “tags”, representações visuais de textos ou sites relacionados com a violência contra as mulheres, a apropriação de tecnologias pelas mulheres. foi uma atividade rápida que produziu imagens impactantes para publicar online e compartilhar.

violencia-e-controle-social-wordlewordleg2gtags1

* tivemos extensas discussões sobre políticas de privacidade em serviços de “micro-blogging”. abrimos uma conta no identi.ca (http://identi.ca/retomeatecnologia).

* a oficina “niñas malas e niñas buenas” no IRC foi deliciosa. a oficina foi inspirada pelo artigo, “niñas buenas, niñas malas: ¿qué pasa con la moral?” (de margarita pisano), que conta de uma oficina que é uma dinâmica seguida de discussão. a gente tentou adaptar a oficina pra fazer no irc, que é uma forma de documentação coletiva e uma gambiarra para ficarmos juntas, mesmo em cidades diferentes. a própria construção da página-relato da oficina (http://manda.guardachuva.org/~tai/ninas/) também foi um retome, porque nós usamos o igal, que ficamos sabendo através dos relatos da “oficina de montagem e publicação na web de galeria de fotos” que rolou no /etc ssa (em 2007). o registro em forma de galeria, com o log da oficina em baixo ficou super completo, e meio com cara de irc. foi como tirar uma fotografia da oficina, ainda que ela tenha acontecido num espaço virtual.

ninasbuenas2008

enquanto isso em salvador…

* pelo segundo ano, rolaram mil atividades presenciais… (desta vez com wiki próprio): oficinas de inkscape, gimp, colagem, arte, um brechó e vários rangos maravilhosos (dizem que a moqueca de cajú foi delicia demais da conta!)

corte, conte, re-conte
corte, conte, re-conte

* rolou uma linda apresentação das sisters de som, após o lançamento do livro apropriações tecnológicas: emergência de textos, idéias e imagens do submidialogia #3

retomando as noites!
retomando as noites!

sentimentos

* “o melhor da campanha foi a atitude. os desajustes, sonoros inclusive, fazem parte da experimentação. da ousadia de ir lá e fazer. acho fundamental a construção destes espaços, e temo que se tornem herméticos, ou restritos. acho importante a participação dos meninos, sobe consciência do gênero do encontro e sua peculariedade.”

* “tentei me cadastrar na lista, mas me atrapalho também na net, é difícil retomar uma coisa quando ela me parece imposta. ainda bem que temos parceiras toletantes mesmo, é uma boa composiçao, as atrapalhadas e as pacientes.”

* “a campanha me trouxe experiências fortes, intensas, e diria também que excessivas, me colocaram de frente à toda moral que questionamos, arraigada; aos sentimentos muitas vezes renegados, mas eu insisto; à (in)sustentabilidade de um romantismo e uma liberdade quase sempre incompatíveis…”

* “acho que uma das melhores coisas da campanha é que inspira cada uma a fazer o que pode, o que quer, quando pode, sendo algo mais pessoal e invisível, ou uma atividade em grupo mais visível.”

* “nos fortificamos mais por aqui e isso pra mim foi o mais importante, aprender que podemos nos solidarizar entre-redes em momentos importantes”

* “essa foi a primeira vez que participei e quero participar sempre! é uma atitude! é movimento, é criação, interação, é vida!”

* “estamos construindo a frente pela legalização do aborto e contra a criminalização das mulheres em pernambuco. gente, é emocionante ver a mulherada trocando informações, pensando estratégias, se fortalecendo ao longo desses dois últimos meses.”

o que faltou

* finalização das oficinas…

* não produzimos algo como um documento que fique para além da campanha sobre tema tão importante como segurança nas comunidades online

* não rolou a oficina de vídeo e nao trabalhamos muito o tema áudio

* faltou mais união, diálogo, faltaram mais pessoas…

* documentação, trocas, apresentações e relatos na lista etc para saber e compartilhar o que estava sendo feito e pensado, por quem.

* tempo! enfrentamos o mesmo desafio de sempre, que a campanha chega em um momento de muitas correrias de fim de ano, que são 16 (21) dias muito intensos, que chegam muitas sugestões e idéias diferentes de coisas para fazer.

* interação com a campanha take back the tech e as outras campanhas nacionais e locais (que se multiplicaram)

para frente…

* será que a campanha tem potencial para virar uma atividade durante o ano todo, intensificado durante o periodo dos 16 ou 21 dias de ativismo em novembro/dezembro? poderiamos organizar oficinas tech, ter discussões no canal etc.

* outras tarefas que podemos pensar em dar continuidade: desenvolver um logotipo, uma imagem para representar a campanha retome no brasil, desenvolver um texto contando sobre a leitura conjunta de políticas de privacidade, contribuir algo para o videozinho que vai abrir a campanha no ano que vem…

27 Fevereiro, 2009

Lei de crime de informática: texto deve ser votado em março

O controverso projeto de lei do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) que tipifica os crimes praticados na internet deve ser discutido em reunião na Câmara dos Deputados no início de março. O substitutivo aglutina três PLs (76/2000, 137/2000 e 89/2003) que já tramitavam no Senado. O documento que é popularmente conhecido como “lei do senador Eduardo Azeredo”, espera votação dos deputados desde agosto de 2008 e está sendo tratado em caráter de urgência na casa. Mas, devido a muitas polêmicas, ainda não foi sequer analisado pelas comissões de Ciência e Tecnologia, representada pelo deputado Júlio Semeghini (PSDB-SP); de Constituição e Justiça, pelo deputado Regis de Oliveira (PSC-SP), e de Segurança Pública, do deputado Pinto Itamaraty (PSDB-MA). Os três são relatores do projeto. A nova lei foi aprovada no Senado no dia nove de julho de 2008 e retornou à Câmara há mais de seis meses. Semeghini, um dos relatores na casa, disse que não dá mais tempo para protelar a votação do texto. Muitos pontos polêmicos envolvem a aprovação da lei. O principal argumento dos detratores é que o substitutivo causaria uma censura na internet. “Essa questão não deveria existir, já que não estamos tratando de direitos autorais, mas de crimes como roubo de senhas, armazenamento e distribuição de arquivos indevidos e acesso não autorizado à rede de terceiros”, explica Semeghini. O relator da comissão de Ciência e Tecnologia afirma que a reunião no começo de março deve contar com a presença dos senadores Eduardo Azeredo e Aloísio Mercadante (PT-SP), além do poder executivo, representado pelo Ministério da Justiça. Todos analisarão os itens mais debatidos que foram aprovados no senado. “O texto da lei não pode ser alterado, o que torna mais difícil a aprovação na Câmara devido à comoção social. Porém, buscaremos suprimir alguns pontos polêmicos e esclarecer aqueles que estão vagos como, por exemplo, a responsabilidade dos provedores de internet em manter os dados os usuários para entregar à justiça quando for solicitado”, esclarece Semeghini. *Redação atual* O texto do PLC, que passou na comissão de Constituição e Justiça do Senado, já foi revisado e alterado diversas vezes. A última versão identifica e pune com reclusões de um a dez anos e multas, diversos crimes praticados na internet como, por exemplo, pedofilia (com penas de um a três anos de reclusão), roubo de senhas, falsificação de cartões de crédito e telefones celulares, propagação de vírus capazes de destruir computadores de terceiros, invasão de redes públicas ou privadas que suspendam seus serviços, transferência de arquivos não autorizados pelo titular da rede e divulgação ou uso indevido de dados pessoais sem consentimento do proprietário. *Principal mudança* Na parte mais polêmica do PL, os provedores de internet seriam obrigados a armazenar e identificar as informações sobre seus usuários por um período mínimo de três anos. Após receber muitas críticas, o senador Azeredo decidiu suavizar a redação. Agora, as empresas de conteúdo e acesso deverão guardar apenas os dados sobre origem, hora e data da conexão e o repasse às autoridades será mediante decisão judicial. *Controvérsias* No entanto, especialistas e até parlamentares consideram a proposta restritiva à liberdade dos internautas. Para muitos, entre outros aspectos, lei dará margem a proibição de condutas corriqueiras como transferência de músicas de um CD para o tocador de MP3 somente para uso pessoal. Outros detratores contra o PLC dizem que as redes sociais abertas poderão ser proibidas, uma vez que o dispositivo cria uma série de determinações que bloqueiam as redes abertas e criminalizam condutas que são corriqueiras na internet. Um dos parlamentares que mais condenam a “lei do Azeredo” é o deputado Paulo Teixeira (PT-SP). Para ele, três aspectos são inadmissíveis no projeto: a violação dos dispositivos de segurança, o alto controle sobre a internet e os dispositivos penais como estão redigidos. José Portugal, chefe do gabinete do senador Eduardo Azeredo, esclareceu que a lei não se resume “apenas em limitar download de arquivo”. Segundo ele, trata-se de uma alteração na constituição penal, o que significa tipificar diversos crimes praticados atualmente na rede, mas que não sofrem punição por falta de jurisdição. O assessor de Azeredo prefere não prever um prazo para a aprovação do projeto de lei. “A Câmara está cheia de coisas para fazer. Com a crise mundial, eles (deputados) não ficam muito preocupados com problemas como internet, mesmo sendo de extrema relevância”, conclui. Juliana Oliveira – **16/02/2009 – 15:56** *

sergio amadeu wrote: PELO CORRETO EQUILÍBRIO ENTRE LIBERDADE E SEGURANÇA PORQUE SUPRIMIR OS ARTIGOS 285-A, 285-B, 163-A e 22 DO SUBSTITUTIVO DO SENADOR AZEREDO OS ARTIGOS DO PROJETO SUBSTITUTIVO DO SENADOR AZEREDO (PL 84/99, na Câmara, PLS 89/03, no Senado) 285-A, 285-B, 163-A e 22 implantam uma situação de vigilantismo, não impedem a ação dos crackers, mas abrem espaço para violar direitos civis básicos, reduzir as possibilidades da inclusão digital e transferir para toda a sociedade os custos de segurança que deveriam ser apenas dos bancos. Por isso, a sociedade civil, pesquisadores de cibercultura e milhares de pessoas assinaram o “Manifesto Em defesa da liberdade e do progresso do conhecimento na Internet Brasileira” que ultrapassou 109 mil assinaturas. OS ARTIGOS 285-A, 285-B, 163-A e 22 DO SUBSTITUTIVO DO SENADOR AZEREDO COLOCAM EM RISCO: a política de ampliação das redes abertas de banda larga a liberdade de compartilhamento a liberdade de expressão a liberdade de criação a liberdade de acesso a privacidade o anonimato OS ARTIGOS 285-A, 285-B, 163-A e 22 DO SUBSTITUTIVO DO SENADOR AZEREDO PODEM AFETAR CONCRETAMENTE: as redes P2P as redes abertas atividades de pesquisa o uso justo de obras cerceadas pelo copyright práticas comuns dos fãs recriarem histórias nas redes impedir que as pessoas ouçam as músicas adquiridas legalmente em qualquer dispositivo podem jogar os custos da segurança contra fraudes bancárias para toda a sociedade OS ARTIGOS 285-A, 285-B, 163-A e 22 DO SUBSTITUTIVO DO SENADOR AZEREDO PODEM CRIMINALIZAR: milhares de jovens e adultos que compartilham MP3, imagens, fotos, bits; centenas de ativistas e pesquisadores da cibercultura; qualquer pessoa que queira abrir o sinal wireless em seu condomínio; fanfics, fansubbers, gamers que jogam em rede; pessoas comuns que tiveram suas máquinas ‘escravizadas’ por crackers e não possuem conhecimento técnico para se defender; OS ARTIGOS 285-A, 285-B, 163-A e 22 DO SUBSTITUTIVO DO SENADOR AZEREDO NÃO IMPEDIRÃO: os crackers que usam embaralhadores de IPs para realizar seus ataques; os criminosos que podem usar sites e servidores hopedados em outros países; mais de 60% dos fraudadores de bancos que atuam no interior das suas instituições. OS ARTIGOS 285-A, 285-B, 163-A e 22 DO SUBSTITUTIVO DO SENADOR AZEREDO SOMENTE BENEFICIARÃO banqueiros que transferirão so custos do processo de segurança para cidadãos comuns; empresas de auditoria de segurança que ganaharão um novo mercado com a implantação das auditorias de conformidade com a regulamentação da lei; empresas de coleta de informações que perseguem os rastros digitais dos internautas; escritórios de advocacia especializados em defesa de copyright, que com as imprecisões dos artigos, terão um novo e vasto terreno para atuar. Os artigos 285-A, 285-B, 163-A e 22 DO SUBSTITUTIVO DO SENADOR AZEREDO não tratam do combate somente a pedofilia, os vírus, os spamers, as intrusões em bancos de dados e o roubo de senhas. Visam outros objetivos, por isso, são tão confusos permitindo várias interpretações. É necessário retirar da Lei sobre crimes na Internet, toda e qualquer possibilidade de seu uso para coibir o avanço da liberdade de expressão e de criação. EM DEFESA DAS REDES ABERTAS DA NAVEGAÇÃO SEM VIGILANTISMO CONTRA OS FAREJADORES DOS RASTROS DIGITAIS PROPOMOS A EXCLUSÃO DOS ARTIGOS: 285-A, 285-B, 163-A e 22 abçs sergio amadeu

10 Dezembro, 2008

performance “lembranças veladas” contra a violência contra as mulheres na china

do canal contemporâneo


CIRCUITO
Lembranças Veladas de Beth Moysés no Museu Zendai MoMA – Shangai

A artista Beth Moysés foi convidada pelo Museu Zendai MoMA, em Shangai, China, a realizar uma performance em espaço público, no dia 25 de novembro, “Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher”.

50 mulheres participaram da performance “Lembranças Veladas “, que ocorreu em uma praça em frente o Museu. Durante a performance, cada uma delas distribuiu para os transeuntes delicadas lembrancinhas de casamento da tradição Chinesa, junto a essas lembranças um pequeno cartão dobrado. Dentro dele, a palavra MEDO. Na parte de fora, a data da performance e a frase: “Em cada 15 segundos uma mulher é violentada por seu parceiro”. As mulheres levaram para o espaço público o sentimento que muitas delas guardam no ambiente privado.

Veja imagens da performance neste blog chinês:
http://blog.sina.com.cn/zendaiart

10 Dezembro, 2008

ação do último dia da campanha de 2008 (10/12) – comunique a sua posição contra a violência contra as mulheres!

dia 16 – 10 de dezembro / dia internacional dos direitos humanos
comunique a sua posição contra a violência contra as mulheres!
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o último dia dos 16 dias de ativismo contra a violência contra as mulheres cai no dia 10 de dezembro, dia internacional dos direitos humanos.

isso é importante para nos lembrar que a violência contra as mulheres é uma violação dos nossos direitos humanos fundamentais. igualdade, participação em todos os espaços, auto-determinação e proteção dos nossos direitos não pode ser possível quando metade da população mundial enfrenta violência persistente e estendida por causa da nossa identidade de gênero e sexo.

as tecnologias de informação e comunicação viraram uma plataforma importante e criaram um espaço vital para o exercício e a realização dos nosso direitos básicos.

a capacidade de receber informação é fundamental para que possamos tomar as nossas próprias decisões sobre diferentes assuntos, e constitui a base da nossa capacidade de tomar decisões reais sobre os nossos corpos e as nossas vidas. porém, a censura e as medidas de regulação de conteúdos que muitas vezes dizem proteger as mulheres de danos como pornografia, também bloqueiam com freqüência informações sobre a saúde sexual e reprodutiva.

a liberdade para comunicar e expressar os nossos pensamentos é vital para que possamos construir e compartilhar conhecimento, criar história e participar em e construir comunidades que possam avançar diferentes perspectivas sobre a diversidade e a inclusão. porém, as culturas e práticas masculinas na internet que perpetúam o sexismo e a construção sexualizada das mulheres, agressões como bate-bocas (flames) em listas e a extensão de violência contra as mulheres do mundo “offline” na internet como ciberperseguição (cyberstalking) e assédio, criam espaços digitais hostís e não-seguros.

de que maneiras a tecnologia oferece riscos e desafios, oportunidades e potencial para a realização dos direitos humanos das mulheres? de que formas a tecnologia reforça ou interrompe a violência contra as mulheres? como é que você retoma a tecnologia? compartilhe o que você pense. costure a sua posição contra a violência contra as mulheres no vídeo da campanha!

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mashup em vídeo do take back the tech

obs: um mashup é um website ou uma aplicação web que usa conteúdo de mais de uma fonte para criar um novo serviço completo. veja http://pt.wikipedia.org/wiki/Mashup
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1) aceite o desafio: comece assistindo o video do take back the tech.

* o video da campanha traz pensamentos e perspectivas de mulheres e homens no fórum AWID de 2008 – o maior evento deste tipo que reúne movimentos pelos direitos das mulheres do mundo inteiro para construir agendas coletivas. munidas de uma filmadora e algumas perguntas, rodamos pelos corredores e fizemos perguntas provocativas sobre as conexões entre a tecnologia, a violência contra as mulheres e os direitos das mulheres.
* assiste o vídeo aqui http://www.takebackthetech.net/media/takebackthetech2008video

2) documente as suas respostas.

* quais são os seus pensamentos sobre as perguntas. ou você tem suas próprias perguntas?
* grave-as de forma criativa e compartilhe com a gente. escreva em pedaços de papel, escreva no chão, faça um estêncil e coloque-as em uma camiseta. tire fotos ou filme com a sua câmera digital e mande as imagens para a gente. faça uma apresentação em powerpoint, produza um documento com diferentes tamanhos e estilos de fonte e cores. diga-nos o que você pensa através de uma plataforma de visualização de tags como o wordle. cante-as por meio de um jingle (http://pt.wikipedia.org/wiki/Jingle). grave um vídeo do seu animal domêstico, sua planta ou algum objeto com narração usando o seu celular. deixe um comentário.
* vale qualquer coisa. só exerce o seu direito à comunicação!
* mande a sua contribuição por email a ideas@takebackthetech.net

3) aumente a colcha de retalhos do vídeo

* compartilhe o link com amigxs e mostre o caminho até esta ação
* pede para elxs participarem e mande o link, ou faça dessa ação uma atividade colaborativa da noite do dia dos direitos humanos

4) vamos fazer um mashup para o take back the tech em 2009!

* vamos costurar todos os seus pensamentos em uma colcha de retalhos em vídeo com muitas cores, muitas vozes falando alto e muita diversidade e começar a campanha do ano que vem com as suas vozes!
* obs: este vídeo fará parte de uma chamada ampla para divulgar e compartilhar a campanha, então por favor asegure-se de que tenha a permissão feliz e completa de todxs xs envolvidxs para qualquer imagem ou tomada que mostra pessoas :)

feliz dia internacional dos direitos humanos. retome a tecnologia para por um fim à violência contra as mulheres.
tradução de chamada da campanha take back the tech www.takebackthetech.net

10 Dezembro, 2008

ações do take back the tech dos dias 8/12 e 9/12

///histórias digitais///

no dia 8/12, a campanha nos convidou a escutar com profundidade as sobreviventes de violência enquanto contam suas próprias histórias de coragem e transformação, e depois comentar e compartilhar.

no site, tem histórias digitais produzidas em diferentes oficinas, incluindo um certo “loira gelada“.

///espaços seguros///

ontem, dia 9/12 e o penúltimo dia da campanha, a ação foi sobre *espaços seguros*.

estar segura pode parecer um luxo, mas não é, é um direito. diferentes mulheres podem definir a segurança de diferentes formas, por exemplo poder caminhar por ruas bem iluminadas, caminhar pela cidade sem ser assediada verbalmente ou fisicamente, saber que a casa não vai ser atacada pelo exército ou pela guerrilha rival. saber que vai ser escutada e levada à sério quando faz uma denúncia de violência, não precisar se preocupar se o companheiro está “bem humorado” ou “mal humorado”.

também é importante sentirse segura na internet. algumas interações na web podem não te deixar à vontade, te fazer sentir assediada, ou sob risco. apareceram termos novos como “cyberstalking” (não sei como traduzir… talvez ciberperseguição?), a internet já permite conectar uma presença online a uma localização geográfica etc. as tecnologias de monitoramento online que registram cada movimento no teclado podem representar mais um risco para as sobreviventes de violência doméstica. o site do take back the tech traz umas dicas para comunicações seguras online.

todas podemos contribuir para aumentar a segurança na internet. estar conscientes dos riscos, criar espaços que estabelecem regras claras para a participação ou apresentam informações sobre a segurança online. sites que oferecem informações e serviços para sobreviventes de violência doméstica também podem também contribuir divulgando informações sobre a possibilidade de monitoramento, e como limpar o histórico do navegador e da ferramenta de busca. etc.

então:

vamos mapear onde nos sentimos seguras na internet? vamos mapear websites e fóruns, vamos criar imagens de espaços seguros na internet e fora dela.

- compartilhe websites que consideram as comunicações seguras das mulheres na rede, que incluem por exemplo dicas de como navegar em segurança.
- compartilhe fóruns que têm um código de conduta para criar um ambiente seguro de colaboração.
- tire fotos de espaços seguros físicos e explique porque você se sente segura lá.
- também fale sobre espaços que NÃO são seguras, e diga porque, o que poderia ser feito para melhorar a segurança das mulheres naqueles espaços.

acrescente estes sites e fotos no mapa em http://www.takebackthetech.net/places

é necessário se logar para acrescentar um lugar mas é fácil se registrar.

você pode dar um título ao lugar e incluir uma descrição sobre porque você se sente segura – ou não segura – lá e subir uma foto. não esquece de dizer qual é a cidade e o país. é só fazer clic no mapa e colocar o marcador no lugar certo. talvez nem seja o caso de colocar uma localização muito exata ou específica, por questões de segurança. por exemplo se você se sente segura em casa, não é uma boa idéia colocar exatamente onde você mora no mapa.

a ação então é uma ótima oportunidade de aprender a usar ferramentas de mapeamento!

7 Dezembro, 2008

enquanto isso em salvador…

retomando a tecnologia

*Espetáculo: Silêncios Sentidos*
*Grupo: Abebé Omi*
10 de dezembro, quarta-feira
Cria-Centro de Referência da Criança e do Adolescente
Rua Gregório de Mattos, 21, Pelourinho (em frente à Praça Tereza Batista)
9:30h**
*
O Espetáculo Silêncios Sentidos será apresentado na próxima quarta-feira, 10, pelo grupo Abebé Omi do CRIA – Centro de Referência Integral da Criança e do Adolescente, como parte da Campanha Retome a Tecnologia contra a violência contra as mulheres, que acontece entre os dia 25 de novembro e 10 dezembro. Veja mais: http://retomandoatecnologia.wikispaces.com/ &
http://retomeatecnologia.info/

*
Sinopse*

A ternura da arte em Silêncios Sentidos não diminui o rigor com que são
desnudadas situações de violência sexual contra crianças e adolescentes presentes no nosso cotidiano. Com um elenco formado por pessoas de 14 a 65 anos, convida você a estar alerta, sem abrir mão da afetividade. A partir do que cada pessoa sente, a peça explora os limites entre prazer e dor, carinho e violação, esclarecendo diferenças entre as formas de violência: exploração sexual comercial (prostituição) e abuso sexual. Sobre estes casos impera o “pacto do silêncio” entre os envolvidos, já que o agressor é geralmente um parente ou amigo da família. O jeito é se fortalecer com amor!

>>
.;

nos reunimos em 6 meninas…
entre amigas, mães, filhas, irmãs…
primeiro:
alimentar o corpo…
patê de ricota com alho + torradas
*torta de legumes de mila + cerveja

(
que estava tão saborosa quanto o encontro.
mila, como faz aquela delícia??!)

Atendendo aos pedidos, aí vai a receita:

Torta de abobrinha e hortelã

Massa:
3 xícaras de chá de leite
1 xicara de cha de oleo (ou meio copo)
3 ovos
1 colher sopa de queijo ralado parmesão
sal a gosto
3 xicaras cha de farinha de trigo
1 colher sopa de fermento em pó
obs: eu não coloco fermento, pq na farinha ja tem.

Recheio:
100g de queijo fresco (ou ricota) em cubinhos
1 abobrinha média cortada em cubinhos
3 colheres sopa de hortelã picada
sal e pimenta do reino a gosto
1 cebola pequena picada
1 tomate picado
pode por 1 dentinho de alho ralado

Modo de fazer:

Faça um refogado com as abobrinhas e todos os ingredientes do RECHEIO,
por ultimo ponha o queijo fresco e misture com o fogo desligado.
Massa– bata tudo no liquidificador, se ficar muito grossa ponha mais um pouco de leite,
ela não pode ficar nem muito grossa, nem muito rala.
Despeje metade numa fôrma untada (com manteiga e farinha) de 30cm x 22cm.
espalhe os ingredientes do recheio e cubra com o restante da massa,
jogue um pouco de queijo ralado.
leve ao forno médio preaquecido, por 30 a 40 minutos. e pronto!
espere esfriar um pouco pra não ficar com dor de barriga e nem queimar a língua!
hahhahahha
Bjs!
Mila

http://retomandoatecnologia.wikispaces.com/

fotos

http://retomandoatecnologia.wikispaces.com/fotos+retome

7 Dezembro, 2008

wordle sobre violência e controle social

violencia-e-controle-social-wordle

análise de um texto publicado no observatório da imprensa

7 Dezembro, 2008

ações da campanha take back the tech dos dias 5/12, 6/12 e 7/12

no dia 5/12, a ação foi sobre as representações das mulheres e da violência contra as mulheres na mídia.

as atividades sugeridas foram:
- examinar de forma crítica os textos e as imagens que aparecem na mídia e na propaganda sobre mulheres e violência contra mulheres
- usar a ferramenta http://www.kyolo.com para colocar balões de fala nas imagens
- etiquetar as imagens que normalizam a violência contra as mulheres

no dia 6/12, a campanha take back the tech nos convidou a imaginar qual seria a nossa receita local para acabar com a violência contra as mulheres. claro que não existe uma receita certa, há muitas formas de preparar um prato gostoso. o truque está na colaboração, em aprender de cozinheirxs experientes, em estar abertxs a novos sabores e selecionar dos ingredientes que estão disponíveis localmente.

então, a proposta foi “cozinhar” juntas algumas estratégias contra a violência contra as mulheres usando wikis, ferramentas excelentes para trabalho em comunidade. ou seja, construir um livro compartilhado de receitas, no wiki “livro de receitas do take back the tech” (para usar só precisa abrir uma conta no site www.takebackthetech.net). a campanha convida as pessoas a compartilharem os ingredientes que seriam necessários para acabar com a violência contra as mulheres no seu país, por exemplo, quem está fazendo o que, o que tem sido efetivo, o que precisa ser feito? isso pode ser escrito em qualquer idioma.

e não se esquecem de saborear a sobremesa! conte o que você ia saborear mais em um mundo livre de violência, depois de misturarem as receitas coletivas.

hoje, dia 7/12, a ação é sobre interromper a normalidade e mudar o que se vê. onde isso? nas telas dos cibercafés, das lan houses, dos telecentros, no papel de parede do computador, na página principal do seu navegador de internet, na assinatura do email, no nosso perfil de usuárix nos saites que usamos como comunidades virtuais, nos sites de relacionamento, nos microblogs etc…

porque? por exemplo, os lugares de acesso público à internet, dependendo de onde ficam, o ambiente que oferecem e as pessoas que frequentam, podem ser lugares bastante hostis para meninas e mulheres. além disso, muitas vezes as telas dos computadores estã cheias de programas e imagens baixadas da internet por outrxs usuárixs, o histórico das páginas consultadas no navegador pode incluir principalmente serviços de webmail, comunidades virtuais, pornografia, sites de música e jogos. e na máquina própria, muitas pessoas já aproveitam as possibilidades para customizar a página principal que aparece ao logar-se, com os sites que querem consultar primeiro.

então a ação de hoje nos chama a mexer com esta rotina e com a nossa própria rotina, para lembrar que a violência contra as mulheres não deveria ser considerado algo de rotina nem algo normal, e que todxs nos temos uma forma de mudar este quadro.

então é mais ou menos isso:
- vamos mudar as páginas de entrada nas máquinas de acesso público, para a página do take back the tech, o blog do retome :-) , o microblog do retome :-) , algum site ou matéria na internet sobre algum caso de violência contra as mulheres, ou proposta de lei, um video relevante etc.
- se for usar um computador num lan house ou num telecentro, baixe outras imagens, outros programas, deixe accesíveis imagens geradas pela campanha retome ou take back the tech, faça seu próprio descanso de tela ou papel de parede, deixe páginas relevantes no histórico.
- mude o seu próprio perfil ou ambiente de trabalho no computador que mais usa, levante perguntas ou compartilhe estatísticas sobre violência contra as mulheres na assinatura do email, use um avatar take back the tech no seu perfil nos sites de relacionamento online, no seu microblog.

confira nos links:
http://www.takebackthetech.net/postcard (cartões postais)
http://www.takebackthetech.net/category/image_galleries/tbtt_images/banners (banners, papeis de parede, avatars etc)