10 Novembro, 2009

Onde se informar, manifestar e fazer ativismo sobre o caso de Geisy Arruda na Uniban

Estão rolando várias ações sobre o caso de Geisy Arruda incorporando a internet de alguma forma. Resolvemos coletar e linkar aqui os principais sites pois este assunto tem muito a ver com os temas da campanha Retome a tecnologia. Informe-se, manifeste-se, faça seu ativismo! Retome a tecnologia para protestar contra a violência contra as mulheres!

Manifesto em defesa da liberdade e da autonomia das mulheres, da Frente Regional de Combate à Violência do Grande ABC Paulista e Região

Nota de repúdio à Uniban (petição online)

Campanha Saia de saia! (ação prevista para 13 de novembro)

Uma boa fonte de informações é esta página no site do Sexuality Policy Watch, onde estão coletando artigos de opinião, manifestos e petições, e notícias sobre o caso.

Tem também um texto no site do Observatório da Imprensa sobre o papel da mídia, intitulada A culpada é a vitima.

10 Novembro, 2009

Manifesto em defesa da liberdade e da autonomia das mulheres

texto retirado de http://autonomiadasmulheres.blogspot.com/

 

Manifesto em defesa da liberdade e da autonomia das mulheres

NÃO À VOLTA DA INQUISIÇÃO

Mulheres do mundo inteiro lutam há milênios contra as opressões a que foram e continuam sendo submetidas.

Contra a inquisição elas não se calaram e, mesmo sob torturas e mortes, lutaram pelo direito à liberdade. Lutaram por igualdade/liberdade/fraternidade na Revolução Francesa e escreveram a 1ª Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã e, mesmo tendo como resposta a esta luta a condenação à guilhotina, não pararam de lutar.

Conquistaram os direitos civis com as lutas sufragistas, direitos trabalhistas, cidadania e o das últimas décadas do século XIX em diante, acrescentaram o direito de decidir e a autonomia sobre o próprio corpo nas lutas cotidianas.

Nós brasileiras, nos somamos às mulheres do mundo todo, lutando contra a escravidão, contra diferentes ditaduras e tantas outras formas de opressão. Consolidamos direitos iguais como cidadãs e cidadãos na Constituição Federal de 1988, entre eles o direito de ir e vir para todas as pessoas que vivem neste país, independente de orientação sexual, idade, raça/etnia.

A erradicação de toda forma de violência e discriminação contra as mulheres é um compromisso firmado pelo Estado brasileiro em diferentes tratados internacionais de direitos humanos, como: a Convenção Interamericana para Prevenir, Punir, e Erradicar a Violência contra a Mulher, da OEA (Convenção de Belém do Pará) e da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (CEDAW), da ONU, e em leis nacionais como a Constituição Cidadã e a Lei 11.340/2006 – Lei Maria da Penha. E é uma das prioridades nas ações do governo, por meio do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, assumidos pelos municípios da Região do Grande ABC.

Num Estado de Direito como o nosso, constituído e baseado nos princípios da democracia e do respeito à liberdade e igualdade de mulheres e homens, independente de pertencer a qualquer raça, cor, credo, orientação sexual ou idade; não podemos admitir que atitudes como a das e dos alunos/as da Universidade Bandeirantes (UNIBAN), que no dia 22/10/2009 discriminaram e ofenderam Geysi Arruda, aconteçam de forma impune.

Manifestamos nossa total indignação à violência sofrida pela aluna Geysi Arruda e pelo cerceamento da sua liberdade e exigimos que sejam tomadas todas as medidas no sentido de apurar as responsabilidades por tais atos e que as pessoas envolvidas respondam perante as instâncias cabíveis.

Apelamos para que a UNIBAN promova atividades de esclarecimentos e reflexão sobre direitos humanos e respeito à autonomia das mulheres, como formas de contribuir para a garantia da igualdade entre as pessoas, sem nenhuma forma de discriminação.

Continuaremos lutando sem deixar retroceder nem um milímetro das nossas conquistas, em especial a nossa autonomia.

São Bernardo do Campo, 03 de novembro de 2009.

Para assinatura pessoal, coloque seu nome/profissão ou atividade / cidade/ estado e envie para o email: manifestodefesaautonomia@gmail.com

Para assinatura como organização ou entidade, coloque o nome da sua entidade/ setor que atua/ nome da cidade / estado e envie para o email: manifestodefesaautonomia@gmail.com

Ou se preferir copie e imprima o Manifesto, recolha assinaturas e depois envie para o mesmo e-mail acima ou simplesmente assine (com todas as informações necessárias) diretamente nesse blog [http://autonomiadasmulheres.blogspot.com] na parte “Comentários”.

TODAS ASSINATURAS SERÃO INCLUÍDAS NO CORPO DO BLOG DIARIAMENTE

Frente Regional de Combate à Violência - Grande ABC Paulista e Região

29 Agosto, 2009

Más de mil desaparecidas y quinientas asesinadas en Ciudad Juárez

El feminicido es el asesinato de una mujer por el hecho de ser mujer. Es símbolo de la impunidad. En 1993 comenzaron a registrarse los primeros hallazgos de cadáveres femeninos con marcas de violencia extrema, localizados en basureros y lotes baldíos en Ciudad Juárez, Chihuahua, México. Por eso comenzamos a hablar de feminicidio. A la fecha, se habla de más de 500 asesinadas y 1000 desaparecidas. La ola de asesinatos no sólo no ha sido detenida sino que se ha extendido a otros estados de México.

Dado el carácter cada vez más apremiante del problema, el pasado 3 y 4 de agosto, se llevó a cabo en la Ciudad de México la Primera Reunión de Trabajo de Especialistas en la Dimensión Política, Jurídica y Cultural de la Violencia Sexual en la Frontera Ciudad Juárez, Chihuahua./El Paso, Texas. Patricia Ravelo Blancas y Héctor Domínguez, del Centro de Investigaciones y Estudios Superiores en Antropología, con el apoyo de otras instituciones mexicanas y estadounidenses, convocaron a cerca de 60 especialistas, entre las que se encontraban académicas/os, estudiantes, activistas de los derechos humanos y familiares de víctimas del feminicidio.

“La violencia feminicida es constitutiva de nuestra civilización”, expresó Ana María Martínez de la Escalera al inicio de la reunión, cuestión que fue permanente punto de debate. También sostuvo que mientras no se examine ese carácter constitutivo, no se podrá argumentar el estado de excepción que representa –según algunos– el caso de Ciudad Juárez. Cecilia Balli (de la Universidad de Texas en Austin) explicó el problema específico de Ciudad Juárez con lo que ella denominó una masculinidad emergente: “El hombre retiene y reafirma su masculinidad por medio de la intimidación, del terror y la violencia”.

Dada la reciente militarización de esta ciudad, Patricia Ravelo y Héctor Domínguez dijeron que Juárez es un estado de excepción, “en donde el goce es para los hombres de armas”. El Estado apareció como una figura
problemática, pues es la estructura sobre la que están basadas nuestras sociedades, pero por otra parte, es una figura que “no podemos obviar”, expresó Marcela Lagarde, antropóloga mexicana, quien acuñó el término de feminicidio. En ese mismo sentido, las/os integrantes del Centro para el Desarrollo Integral de la Mujer nos recordaron que hay tres casos que la Corte Interamericana de Derechos Humanos tienen que resolver.

Ileana Rodríguez (integrante de The Ohio State University) aseguró que “el incesto y el feminicidio son parte de una cultura que tiene un horizonte de violencias”. Según Rita Laura Segato (de la Universidad de Brasilia), para descifrar lo que ocurre en la Frontera Norte de México hay que entender “la relación entre el perpetrador y sus pares y el mandato violento propio de la masculinidad y sus transposiciones en otras cofradías o hermandades”.

La acción, por tanto, debe realizarse desde todos los frentes: el jurídico, el institucional, pero también desde la movilización ciudadana y el trabajo  colaborativo, fue una de las conclusiones de la
reunión. Sin olvidar que las madres de Juárez fueron las primeras en denunciar y visibilizar el feminicidio. De ahí que ellas, las madres, son las máximas especialistas en el tema.

* Por Mariana Berlanga,  periodista y feminista. Investiga los feminicidios en Guatemala y México.

fonte: http://www.pagina12.com.ar/diario/suplementos/las12/13-5127-2009-08-22.html

4 Agosto, 2009

Rosas

Videoclipe do grupo de rap feminino de Brasília Atitude Feminina, roteiro e direção de Re.Fem (veja uma ótima entrevista com a Re.Fem no boletim do Enraizados, aqui)

7 Junho, 2009

Lançamento da Campanha Democracia no Mundo e em Nossas Vidas – pelo fim da violência contra as mulheres – Recife/PE

O SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia – lança no próximo dia 12 (sexta-feira) a Campanha “Democracia no Mundo e em Nossas Vidas – pelo fim da violência contra as mulheres”.

O ato de lançamento será na Praça do Diário, dia 12 de junho, às 16h. O Grupo de Teatro Loucas de Pedra Lilás e a Escola Pernambucana de Circo apoiam a iniciativa com encenações e perfomances.

Lançamento

O ato que marca o lançamento oficial da campanha será na Praça do Diário, às 16h da próxima sexta-feira dia 12 de junho. Além do envolvimento da equipe do SOS CORPO na distribuição do material, participam do ato o Grupo de Teatro Loucas de Pedra Lilás e a Escola Pernambucana de Circo, que irão contribuir na sensibilização das pessoas para a gravidade do assunto.

Foram convidadas autoridades públicas e também autoridades dos movimentos sociais, na perspectiva de somarmos esforços na luta pelo fim da violência contra as mulheres em Pernambuco e em todo lugar.

Foco

A campanha Democracia no Mundo e em Nossas Vidas tem como foco as diversas formas de violência contra a mulher, desde as questões mais sutis, das violências que são naturalizadas, como a humilhação e os maus-tratos, até a violência física e sexual, às quais as mulheres estão sujeitas desde a infância, em Pernambuco.

É também objetivo da campanha cobrar maior envolvimento e responsabilidade do Estado com a prevenção e o combate à violência e suas causas. A ação do Estado, por meio de políticas públicas que garantam assistência e segurança às mulheres em situação de violência, é imprescindível. É necessário implementar políticas que promovam o fim da impunidade e criem condições para uma vida autônoma para as mulheres, viabilizando renda, moradia, saúde e proteção social.

O SOS CORPO também considera a importância do papel da imprensa na denúncia de todas as formas de violência contra as mulheres.

Apoios

Para realização da Campanha, o SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia contou com o apoio da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do Governo Federal, da Anistia Internacional, do EED e da Oxfam – Novib.

Material

A Campanha será divulgada por diversas peças de comunicação. O projeto conta com folderes explicativos, camisetas, adesivos, banneres digitais, vinhetas que serão veiculadas em televisões/telões que se encontram em diferentes espaços públicos (casas lotéricas e edifícios empresariais, por exemplo), outdoor, spots de rádios e cartazes informativos.

Em breve, disponibilizaremos o material para divulgação da campanha neste site, de forma que possa ser acessado por qualquer pessoa ou entidade que deseja contribuir com a ação feminista pelo fim da violência contra as mulheres. Pode-se também solicitar pelo endereço eletrônico: sos@soscorpo.org.br.

Coletiva de imprensa

Para melhor esclarecer os veículos de comunicação, que são parceiros imprescindíveis na divulgação dessa causa, o SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia vai organizar na sua sede, às 9h da sexta-feira, dia 12, uma coletiva de imprensa.

Na ocasião, além da Campanha, serão apresentados dados sobre a violência contra a mulher e também sobre a carência de equipamentos sociais de apoio às vítimas. A coordenação e a assessoria da campanha estarão presentes para entrevistas e maiores esclarecimentos.

Serviços

Lançamento da Campanha Democracia no Mundo e em Nossas Vidas – pelo fim da violência contra as mulheres

Dia: 12 de junho de 2009
Horário: 16h
Local: Praça do Diário
Participação: Loucas de Pedra Lilás e Escola Pernambucana de Circo

Assessoria de Comunicação – Mariana Martins – Contatos: 81 99133293 marimartins.pe@uol.com.br

Mais informações: SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia – Rua Real da Torra, 593 Madalena

Fone: 3087 2086

Site: http://www.soscorpo.org.br/

18 Março, 2009

blogagem coletiva sobre ada lovelace, dia 24 de março 2009

crosspost atenção para uma chamada publicada no blog do g2g, que lembra uma ação do take back the tech em 2006, sobre heroínas e pioneiras.

O Dia de Ada Lovelace é um dia internacional de blogagem coletiva, para chamar atenção as mulheres que se destacaram na tecnologia.

A maior parte da contribuição feminina passa constantemente desapercebida, suas inovações raramente mencionadas. Nós queremos que você conte ao mundo sobre essas heroínas sem canções dedicadas. Inovadoras, empresárias, administradoras de sistemas, designers, desenvolvedoras de jogos, especialistas em hardware, jornalistas tech, consultantes tech. A lista de carreiras não acaba.

Para participar, tudo que você precisa fazer é prometer http://www.pledgebank.com/AdaLovelaceDay (vale a pena ver as promessas brasileiras do sistema!), escolher sua heroína e publicar um post a qualquer hora do dia 24 de março de 2009, terça-feira. Não importa se o seu blog é novo ou antigo, ou sua língua, ou sobre o que você escreve – tod@s estão convidados.

http://findingada.com/

13 Março, 2009

reflexões retomáticas 2008

este é um texto coletivo e colaborativo das pessoas que participaram da campanha em 2008

retalhos

o que rolou no retome em 2008

o nosso blog ficou lindo!
as nossas imagens foram tocantes!
as nossas conversas, enriquecedoras!

* trabalhamos no blog www.retomeatecnologia.info, deixamos ele de cara nova, e acrescentamos textos básicos sobre a campanha e como participar, e um belo e ambicioso calendário das atividades retome no brasil.

* para economizar tempo e esforços optamos por produzir somente um resuminho da ação de cada dia do take back the tech em português, o que deixou mais factível o trabalho de tradução e divulgação diário

* a participação na campanha retome cresceu e se fortaleceu. isto se fez nítido na presença no canal retome, nas novas inscrições na lista retome (agora somos 11 pessoas), nos textos e fotos publicados no blog (com cobertura especial de eventos em pernambuco)

* nasceram diferentes “tentáculos” da campanha em diferentes cantos da internet e do país, conectados por links para criar uma rede retome.

* esse ano a nossa campanha teve 21 dias, 5 além dos tradicionais 16. o primeiro dia foi o dia da consciência negra, 20 de novembro, por ser uma data importante na luta das mulheres negras e de todas as pessoas que lutam por um mundo, enfim, sem racismo. rolou uma vontade de mostrar (ainda que timidamente) que para nós, brasileñas-retomantes, é importante não deixar o dia da consciência negra passar em branco, porque da mesma forma que percebemos uma assimetria de gênero no acesso às tics, percebemos também uma assimetria étnica (indígena, negra).

* usamos o wordle (www.wordle.net) para gerar imagens de nuvens de “tags”, representações visuais de textos ou sites relacionados com a violência contra as mulheres, a apropriação de tecnologias pelas mulheres. foi uma atividade rápida que produziu imagens impactantes para publicar online e compartilhar.

violencia-e-controle-social-wordlewordleg2gtags1

* tivemos extensas discussões sobre políticas de privacidade em serviços de “micro-blogging”. abrimos uma conta no identi.ca (http://identi.ca/retomeatecnologia).

* a oficina “niñas malas e niñas buenas” no IRC foi deliciosa. a oficina foi inspirada pelo artigo, “niñas buenas, niñas malas: ¿qué pasa con la moral?” (de margarita pisano), que conta de uma oficina que é uma dinâmica seguida de discussão. a gente tentou adaptar a oficina pra fazer no irc, que é uma forma de documentação coletiva e uma gambiarra para ficarmos juntas, mesmo em cidades diferentes. a própria construção da página-relato da oficina (http://manda.guardachuva.org/~tai/ninas/) também foi um retome, porque nós usamos o igal, que ficamos sabendo através dos relatos da “oficina de montagem e publicação na web de galeria de fotos” que rolou no /etc ssa (em 2007). o registro em forma de galeria, com o log da oficina em baixo ficou super completo, e meio com cara de irc. foi como tirar uma fotografia da oficina, ainda que ela tenha acontecido num espaço virtual.

ninasbuenas2008

enquanto isso em salvador…

* pelo segundo ano, rolaram mil atividades presenciais… (desta vez com wiki próprio): oficinas de inkscape, gimp, colagem, arte, um brechó e vários rangos maravilhosos (dizem que a moqueca de cajú foi delicia demais da conta!)

corte, conte, re-conte
corte, conte, re-conte

* rolou uma linda apresentação das sisters de som, após o lançamento do livro apropriações tecnológicas: emergência de textos, idéias e imagens do submidialogia #3

retomando as noites!
retomando as noites!

sentimentos

* “o melhor da campanha foi a atitude. os desajustes, sonoros inclusive, fazem parte da experimentação. da ousadia de ir lá e fazer. acho fundamental a construção destes espaços, e temo que se tornem herméticos, ou restritos. acho importante a participação dos meninos, sobe consciência do gênero do encontro e sua peculariedade.”

* “tentei me cadastrar na lista, mas me atrapalho também na net, é difícil retomar uma coisa quando ela me parece imposta. ainda bem que temos parceiras toletantes mesmo, é uma boa composiçao, as atrapalhadas e as pacientes.”

* “a campanha me trouxe experiências fortes, intensas, e diria também que excessivas, me colocaram de frente à toda moral que questionamos, arraigada; aos sentimentos muitas vezes renegados, mas eu insisto; à (in)sustentabilidade de um romantismo e uma liberdade quase sempre incompatíveis…”

* “acho que uma das melhores coisas da campanha é que inspira cada uma a fazer o que pode, o que quer, quando pode, sendo algo mais pessoal e invisível, ou uma atividade em grupo mais visível.”

* “nos fortificamos mais por aqui e isso pra mim foi o mais importante, aprender que podemos nos solidarizar entre-redes em momentos importantes”

* “essa foi a primeira vez que participei e quero participar sempre! é uma atitude! é movimento, é criação, interação, é vida!”

* “estamos construindo a frente pela legalização do aborto e contra a criminalização das mulheres em pernambuco. gente, é emocionante ver a mulherada trocando informações, pensando estratégias, se fortalecendo ao longo desses dois últimos meses.”

o que faltou

* finalização das oficinas…

* não produzimos algo como um documento que fique para além da campanha sobre tema tão importante como segurança nas comunidades online

* não rolou a oficina de vídeo e nao trabalhamos muito o tema áudio

* faltou mais união, diálogo, faltaram mais pessoas…

* documentação, trocas, apresentações e relatos na lista etc para saber e compartilhar o que estava sendo feito e pensado, por quem.

* tempo! enfrentamos o mesmo desafio de sempre, que a campanha chega em um momento de muitas correrias de fim de ano, que são 16 (21) dias muito intensos, que chegam muitas sugestões e idéias diferentes de coisas para fazer.

* interação com a campanha take back the tech e as outras campanhas nacionais e locais (que se multiplicaram)

para frente…

* será que a campanha tem potencial para virar uma atividade durante o ano todo, intensificado durante o periodo dos 16 ou 21 dias de ativismo em novembro/dezembro? poderiamos organizar oficinas tech, ter discussões no canal etc.

* outras tarefas que podemos pensar em dar continuidade: desenvolver um logotipo, uma imagem para representar a campanha retome no brasil, desenvolver um texto contando sobre a leitura conjunta de políticas de privacidade, contribuir algo para o videozinho que vai abrir a campanha no ano que vem…

27 Fevereiro, 2009

Lei de crime de informática: texto deve ser votado em março

O controverso projeto de lei do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) que tipifica os crimes praticados na internet deve ser discutido em reunião na Câmara dos Deputados no início de março. O substitutivo aglutina três PLs (76/2000, 137/2000 e 89/2003) que já tramitavam no Senado. O documento que é popularmente conhecido como “lei do senador Eduardo Azeredo”, espera votação dos deputados desde agosto de 2008 e está sendo tratado em caráter de urgência na casa. Mas, devido a muitas polêmicas, ainda não foi sequer analisado pelas comissões de Ciência e Tecnologia, representada pelo deputado Júlio Semeghini (PSDB-SP); de Constituição e Justiça, pelo deputado Regis de Oliveira (PSC-SP), e de Segurança Pública, do deputado Pinto Itamaraty (PSDB-MA). Os três são relatores do projeto. A nova lei foi aprovada no Senado no dia nove de julho de 2008 e retornou à Câmara há mais de seis meses. Semeghini, um dos relatores na casa, disse que não dá mais tempo para protelar a votação do texto. Muitos pontos polêmicos envolvem a aprovação da lei. O principal argumento dos detratores é que o substitutivo causaria uma censura na internet. “Essa questão não deveria existir, já que não estamos tratando de direitos autorais, mas de crimes como roubo de senhas, armazenamento e distribuição de arquivos indevidos e acesso não autorizado à rede de terceiros”, explica Semeghini. O relator da comissão de Ciência e Tecnologia afirma que a reunião no começo de março deve contar com a presença dos senadores Eduardo Azeredo e Aloísio Mercadante (PT-SP), além do poder executivo, representado pelo Ministério da Justiça. Todos analisarão os itens mais debatidos que foram aprovados no senado. “O texto da lei não pode ser alterado, o que torna mais difícil a aprovação na Câmara devido à comoção social. Porém, buscaremos suprimir alguns pontos polêmicos e esclarecer aqueles que estão vagos como, por exemplo, a responsabilidade dos provedores de internet em manter os dados os usuários para entregar à justiça quando for solicitado”, esclarece Semeghini. *Redação atual* O texto do PLC, que passou na comissão de Constituição e Justiça do Senado, já foi revisado e alterado diversas vezes. A última versão identifica e pune com reclusões de um a dez anos e multas, diversos crimes praticados na internet como, por exemplo, pedofilia (com penas de um a três anos de reclusão), roubo de senhas, falsificação de cartões de crédito e telefones celulares, propagação de vírus capazes de destruir computadores de terceiros, invasão de redes públicas ou privadas que suspendam seus serviços, transferência de arquivos não autorizados pelo titular da rede e divulgação ou uso indevido de dados pessoais sem consentimento do proprietário. *Principal mudança* Na parte mais polêmica do PL, os provedores de internet seriam obrigados a armazenar e identificar as informações sobre seus usuários por um período mínimo de três anos. Após receber muitas críticas, o senador Azeredo decidiu suavizar a redação. Agora, as empresas de conteúdo e acesso deverão guardar apenas os dados sobre origem, hora e data da conexão e o repasse às autoridades será mediante decisão judicial. *Controvérsias* No entanto, especialistas e até parlamentares consideram a proposta restritiva à liberdade dos internautas. Para muitos, entre outros aspectos, lei dará margem a proibição de condutas corriqueiras como transferência de músicas de um CD para o tocador de MP3 somente para uso pessoal. Outros detratores contra o PLC dizem que as redes sociais abertas poderão ser proibidas, uma vez que o dispositivo cria uma série de determinações que bloqueiam as redes abertas e criminalizam condutas que são corriqueiras na internet. Um dos parlamentares que mais condenam a “lei do Azeredo” é o deputado Paulo Teixeira (PT-SP). Para ele, três aspectos são inadmissíveis no projeto: a violação dos dispositivos de segurança, o alto controle sobre a internet e os dispositivos penais como estão redigidos. José Portugal, chefe do gabinete do senador Eduardo Azeredo, esclareceu que a lei não se resume “apenas em limitar download de arquivo”. Segundo ele, trata-se de uma alteração na constituição penal, o que significa tipificar diversos crimes praticados atualmente na rede, mas que não sofrem punição por falta de jurisdição. O assessor de Azeredo prefere não prever um prazo para a aprovação do projeto de lei. “A Câmara está cheia de coisas para fazer. Com a crise mundial, eles (deputados) não ficam muito preocupados com problemas como internet, mesmo sendo de extrema relevância”, conclui. Juliana Oliveira – **16/02/2009 – 15:56** *

sergio amadeu wrote: PELO CORRETO EQUILÍBRIO ENTRE LIBERDADE E SEGURANÇA PORQUE SUPRIMIR OS ARTIGOS 285-A, 285-B, 163-A e 22 DO SUBSTITUTIVO DO SENADOR AZEREDO OS ARTIGOS DO PROJETO SUBSTITUTIVO DO SENADOR AZEREDO (PL 84/99, na Câmara, PLS 89/03, no Senado) 285-A, 285-B, 163-A e 22 implantam uma situação de vigilantismo, não impedem a ação dos crackers, mas abrem espaço para violar direitos civis básicos, reduzir as possibilidades da inclusão digital e transferir para toda a sociedade os custos de segurança que deveriam ser apenas dos bancos. Por isso, a sociedade civil, pesquisadores de cibercultura e milhares de pessoas assinaram o “Manifesto Em defesa da liberdade e do progresso do conhecimento na Internet Brasileira” que ultrapassou 109 mil assinaturas. OS ARTIGOS 285-A, 285-B, 163-A e 22 DO SUBSTITUTIVO DO SENADOR AZEREDO COLOCAM EM RISCO: a política de ampliação das redes abertas de banda larga a liberdade de compartilhamento a liberdade de expressão a liberdade de criação a liberdade de acesso a privacidade o anonimato OS ARTIGOS 285-A, 285-B, 163-A e 22 DO SUBSTITUTIVO DO SENADOR AZEREDO PODEM AFETAR CONCRETAMENTE: as redes P2P as redes abertas atividades de pesquisa o uso justo de obras cerceadas pelo copyright práticas comuns dos fãs recriarem histórias nas redes impedir que as pessoas ouçam as músicas adquiridas legalmente em qualquer dispositivo podem jogar os custos da segurança contra fraudes bancárias para toda a sociedade OS ARTIGOS 285-A, 285-B, 163-A e 22 DO SUBSTITUTIVO DO SENADOR AZEREDO PODEM CRIMINALIZAR: milhares de jovens e adultos que compartilham MP3, imagens, fotos, bits; centenas de ativistas e pesquisadores da cibercultura; qualquer pessoa que queira abrir o sinal wireless em seu condomínio; fanfics, fansubbers, gamers que jogam em rede; pessoas comuns que tiveram suas máquinas ‘escravizadas’ por crackers e não possuem conhecimento técnico para se defender; OS ARTIGOS 285-A, 285-B, 163-A e 22 DO SUBSTITUTIVO DO SENADOR AZEREDO NÃO IMPEDIRÃO: os crackers que usam embaralhadores de IPs para realizar seus ataques; os criminosos que podem usar sites e servidores hopedados em outros países; mais de 60% dos fraudadores de bancos que atuam no interior das suas instituições. OS ARTIGOS 285-A, 285-B, 163-A e 22 DO SUBSTITUTIVO DO SENADOR AZEREDO SOMENTE BENEFICIARÃO banqueiros que transferirão so custos do processo de segurança para cidadãos comuns; empresas de auditoria de segurança que ganaharão um novo mercado com a implantação das auditorias de conformidade com a regulamentação da lei; empresas de coleta de informações que perseguem os rastros digitais dos internautas; escritórios de advocacia especializados em defesa de copyright, que com as imprecisões dos artigos, terão um novo e vasto terreno para atuar. Os artigos 285-A, 285-B, 163-A e 22 DO SUBSTITUTIVO DO SENADOR AZEREDO não tratam do combate somente a pedofilia, os vírus, os spamers, as intrusões em bancos de dados e o roubo de senhas. Visam outros objetivos, por isso, são tão confusos permitindo várias interpretações. É necessário retirar da Lei sobre crimes na Internet, toda e qualquer possibilidade de seu uso para coibir o avanço da liberdade de expressão e de criação. EM DEFESA DAS REDES ABERTAS DA NAVEGAÇÃO SEM VIGILANTISMO CONTRA OS FAREJADORES DOS RASTROS DIGITAIS PROPOMOS A EXCLUSÃO DOS ARTIGOS: 285-A, 285-B, 163-A e 22 abçs sergio amadeu

10 Dezembro, 2008

performance “lembranças veladas” contra a violência contra as mulheres na china

do canal contemporâneo


CIRCUITO
Lembranças Veladas de Beth Moysés no Museu Zendai MoMA – Shangai

A artista Beth Moysés foi convidada pelo Museu Zendai MoMA, em Shangai, China, a realizar uma performance em espaço público, no dia 25 de novembro, “Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher”.

50 mulheres participaram da performance “Lembranças Veladas “, que ocorreu em uma praça em frente o Museu. Durante a performance, cada uma delas distribuiu para os transeuntes delicadas lembrancinhas de casamento da tradição Chinesa, junto a essas lembranças um pequeno cartão dobrado. Dentro dele, a palavra MEDO. Na parte de fora, a data da performance e a frase: “Em cada 15 segundos uma mulher é violentada por seu parceiro”. As mulheres levaram para o espaço público o sentimento que muitas delas guardam no ambiente privado.

Veja imagens da performance neste blog chinês:
http://blog.sina.com.cn/zendaiart

10 Dezembro, 2008

ação do último dia da campanha de 2008 (10/12) – comunique a sua posição contra a violência contra as mulheres!

dia 16 – 10 de dezembro / dia internacional dos direitos humanos
comunique a sua posição contra a violência contra as mulheres!
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o último dia dos 16 dias de ativismo contra a violência contra as mulheres cai no dia 10 de dezembro, dia internacional dos direitos humanos.

isso é importante para nos lembrar que a violência contra as mulheres é uma violação dos nossos direitos humanos fundamentais. igualdade, participação em todos os espaços, auto-determinação e proteção dos nossos direitos não pode ser possível quando metade da população mundial enfrenta violência persistente e estendida por causa da nossa identidade de gênero e sexo.

as tecnologias de informação e comunicação viraram uma plataforma importante e criaram um espaço vital para o exercício e a realização dos nosso direitos básicos.

a capacidade de receber informação é fundamental para que possamos tomar as nossas próprias decisões sobre diferentes assuntos, e constitui a base da nossa capacidade de tomar decisões reais sobre os nossos corpos e as nossas vidas. porém, a censura e as medidas de regulação de conteúdos que muitas vezes dizem proteger as mulheres de danos como pornografia, também bloqueiam com freqüência informações sobre a saúde sexual e reprodutiva.

a liberdade para comunicar e expressar os nossos pensamentos é vital para que possamos construir e compartilhar conhecimento, criar história e participar em e construir comunidades que possam avançar diferentes perspectivas sobre a diversidade e a inclusão. porém, as culturas e práticas masculinas na internet que perpetúam o sexismo e a construção sexualizada das mulheres, agressões como bate-bocas (flames) em listas e a extensão de violência contra as mulheres do mundo “offline” na internet como ciberperseguição (cyberstalking) e assédio, criam espaços digitais hostís e não-seguros.

de que maneiras a tecnologia oferece riscos e desafios, oportunidades e potencial para a realização dos direitos humanos das mulheres? de que formas a tecnologia reforça ou interrompe a violência contra as mulheres? como é que você retoma a tecnologia? compartilhe o que você pense. costure a sua posição contra a violência contra as mulheres no vídeo da campanha!

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mashup em vídeo do take back the tech

obs: um mashup é um website ou uma aplicação web que usa conteúdo de mais de uma fonte para criar um novo serviço completo. veja http://pt.wikipedia.org/wiki/Mashup
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1) aceite o desafio: comece assistindo o video do take back the tech.

* o video da campanha traz pensamentos e perspectivas de mulheres e homens no fórum AWID de 2008 – o maior evento deste tipo que reúne movimentos pelos direitos das mulheres do mundo inteiro para construir agendas coletivas. munidas de uma filmadora e algumas perguntas, rodamos pelos corredores e fizemos perguntas provocativas sobre as conexões entre a tecnologia, a violência contra as mulheres e os direitos das mulheres.
* assiste o vídeo aqui http://www.takebackthetech.net/media/takebackthetech2008video

2) documente as suas respostas.

* quais são os seus pensamentos sobre as perguntas. ou você tem suas próprias perguntas?
* grave-as de forma criativa e compartilhe com a gente. escreva em pedaços de papel, escreva no chão, faça um estêncil e coloque-as em uma camiseta. tire fotos ou filme com a sua câmera digital e mande as imagens para a gente. faça uma apresentação em powerpoint, produza um documento com diferentes tamanhos e estilos de fonte e cores. diga-nos o que você pensa através de uma plataforma de visualização de tags como o wordle. cante-as por meio de um jingle (http://pt.wikipedia.org/wiki/Jingle). grave um vídeo do seu animal domêstico, sua planta ou algum objeto com narração usando o seu celular. deixe um comentário.
* vale qualquer coisa. só exerce o seu direito à comunicação!
* mande a sua contribuição por email a ideas@takebackthetech.net

3) aumente a colcha de retalhos do vídeo

* compartilhe o link com amigxs e mostre o caminho até esta ação
* pede para elxs participarem e mande o link, ou faça dessa ação uma atividade colaborativa da noite do dia dos direitos humanos

4) vamos fazer um mashup para o take back the tech em 2009!

* vamos costurar todos os seus pensamentos em uma colcha de retalhos em vídeo com muitas cores, muitas vozes falando alto e muita diversidade e começar a campanha do ano que vem com as suas vozes!
* obs: este vídeo fará parte de uma chamada ampla para divulgar e compartilhar a campanha, então por favor asegure-se de que tenha a permissão feliz e completa de todxs xs envolvidxs para qualquer imagem ou tomada que mostra pessoas :)

feliz dia internacional dos direitos humanos. retome a tecnologia para por um fim à violência contra as mulheres.
tradução de chamada da campanha take back the tech www.takebackthetech.net